A questão da eutanásia

28/03/2011 00:00

A QUESTÃO DA EUTANÁSIA

Nós espíritas sabemos que a boa morte é aquela verificada conforme o planejamento reencarnatório, quando realmente chegou a hora do retorno do Espírito à sua verdadeira vida.

No entanto, nem todos entendem dessa forma, tanto que o termo eutanásia refere-se ao ato de tirar a vida de outra pessoa por solicitação dela, com o propósito de acabar com o seu sofrimento.

O materialismo vigente em várias áreas da inteligência humana afirma ser “inútil persistir com um paciente, quando a medicina não lhe oferece esperanças, e não há mais nada a fazer”. Nessas situações, ficaria estabelecida a possibilidade médica de desligar aparelhagem de manutenção da vida vegetativa, o que parece que já vem acontecendo em muitos lugares, aplicando-se outra terminologia.

E quem pode afirmar que a ciência jamais se enganou em suas previsões?

Não há caso que se mostrava absolutamente sem esperança de retomada da saúde e da vida e que, quando tudo parecia perdido, o doente se reanima e se restabelece?

“O materialista, que não vê senão o corpo e não considera a alma, não pode compreender essas coisas; mas o espírita, que sabe o que se passa além do túmulo, conhece o valor do último pensamento. Abrandai os últimos sofrimentos quanto esteja em vós; mas guardai-vos de abreviar a vida, não fosse senão de um minuto, porque esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro"

Um dia, com certeza, os cientistas materialistas descobrirão que as dores educam a alma e são, quase sempre, os remédios adequados às enfermidades do ser espiritual.

O Espírito Emmanuel, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, repete o ensino de que “os desígnios divinos são insondáveis e a ciência precária dos homens não pode decidir nos problemas transcendentes das necessidades do Espírito” e afiança que a eutanásia “é sempre uma forma de homicídio, pela qual seus autores responderão no porvir, em grau compatível com as suas causas determinantes”.

Na luta contra esses lamentáveis equívocos de entendimento que identificam esta época de transição, é indispensável o posicionamento, para que os nossos argumentos tenham publicidade, juntamente com as nossas orações, pedindo que Deus se apiede de nossa ignorância e nos ilumine cada vez mais a razão, a fim de superarmos a nossa inferioridade que ainda não aprendeu a respeitar a vida que não pode criar.