O espiritismo e os espíritas

13/06/2011 10:25

Infelizmente, temos tido notícias acerca do Movimento Espírita de desunião e desarmonia entre os seus seguidores e pretensos líderes.

É muita gente preocupada em desenvolver o potencial mediúnico, deixando de lado as tarefas em torno do Bem. Todos querem pegar caneta ou lápis e psicografar as mensagens da Espiritualidade Amiga, no entanto são poucos os que se dispõem a pegar uma vassoura ou um espanador para limparem a Casa que frequentam. Muitos pleiteiam participar das reuniões mediúnicas no trabalho de incorporação ou na conversação fraterna com os espíritos, todavia apenas alguns se propõem desenvolver, quiçá, semanalmente, alguma atividade voluntária de caráter desinteressado. E o pior é que são justamente esses os que não fazem praticamente nada em torno do Ideal que julgam abraçar e buscam minar as forças daqueles quantos, imperfeitamente, tentam algo fazer. Críticas e mais críticas, maledicência, preocupação excessiva com a vida alheia afloram dentro dos arraiais espiritistas...

Dentro deste assunto, recordamos o que Jesus nos disse, no Evangelho de Mateus, VII: 3-5: “Porque vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não vês a trave em teu olho”? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te de teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita! Tira primeira a trave de teu olho e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão”. Temos o Mestre e necessitamos frisar que a Doutrina Espírita é, sim, um bálsamo de luz; entretanto nós, espíritas, somos seres humanos comuns que erramos e acertamos como quaisquer outros. Cada um faz o que pode dentro do respectivo raio de ação onde se encontra, aproveitando o tempo da melhor maneira possível!

Agora, chegamos a achar graça da cobrança que existe de certos espíritas – aludindo de maneira vil a uma suposta perfectibilidade – em relação a outros; afinal, o conhecimento que adquirimos já não seria suficiente para fazermo-nos preocupar com as próprias mazelas?! Chico Xavier disse certa vez: “Se Allan Kardec tivesse escrito que ‘fora do Espiritismo não há salvação’, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus, ele escreveu ‘Fora da Caridade”, ou seja, fora do Amor não há salvação’”. E a cada dia que passa compreendemos melhor o que o nosso estimado irmão quis nos dizer...

O Amor é realmente o facho resplandecente que nos faz crescer e compreender o próximo e não a julgá-lo de forma ignominiosa. É preciso que haja mais união e fraternidade em nossas fileiras, para que a Doutrina Espírita, na figura de Consolador Prometido, possa realmente beneficiar mais pessoas! Ou será que estamos preocupados em sermos os únicos beneficiados?! A todos fica aqui o registro de nossas palavras para objeto de reflexão do movimento do qual supomos também fazer parte!

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Fonte: Jornal da Mediunidade - abril/maio/junho