POSTURA NA CASA ESPÍRITA

17/06/2017 09:53

A maior alegria do dirigente espírita é ver sua casa cheia. O perigo é que para isso ele faz concessões que comprometem a nossa doutrina. Muitas vezes a casa material está cheia, mas a casa espiritual (a matriz da casa na Terra) pode estar vazia ou até mesmo ter sido fechada.

A disciplina é algo que passa longe dos templos religiosos de todas as facções e o Espiritismo não está livre desses vícios e liberalidades que destoam dos princípios evangélicos. A impontualidade, a inconstância, a conversa inconveniente, quando não chula e desrespeitosa, o ruído exagerado, crianças correndo ou chorando que prejudicam o orador, o bocejo, a consulta ao relógio, como quem está enfadado e tantas outras inconveniências.
Não descartamos também a indumentária imprópria, especialmente em locais de clima quente, onde as pessoas defendem o direito à pouca roupa devido ao calor; mesmo que a casa tenha ventiladores suficientes ou ar condicionado. Verdadeiros desfiles de moda, quando o que se esperava do praticante era que tivesse (como disse Jesus) com veste nupcial.
Bezerra de Menezes no livro “Dramas da Obsessão” fala sobre o ambiente na casa espírita e diz: Um Centro Espírita onde as vibrações dos frequentadores encarnados ou desencarnados irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde em vez do gargalhar divertido se pratique a prece, em vez de cerimônias e passatempos mundanos cogite o adepto da comunhão mental com seus guias, será um centro fiel ao proposto pelos organizadores do Espiritismo e detentor da confiança da Espiritualidade esclarecida que o levará à dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se então em seus recintos sublimes empreendimentos que honrarão seus dirigentes nos dois planos da vida.
Precisamos ouvir a advertência dos Emissários Celestes da espiritualidade esclarecida que nos recomendam o máximo respeito nas assembleias espíritas, onde jamais deverão penetrar as frivolidade e a indisciplina, a maledicência e a intriga, o comércio, o barulho e as atitudes menos dignas de qualquer natureza.
Quando não procedemos conforme nos instruem os Celestes Emissários, estamos nos sujeitando a atrair para tais atividades, e, portanto, para a nossa instituição, bandos de entidades hostis, malfeitoras e ignorantes do invisível, que virão interferir de forma negativa nos trabalhos ali realizados, pois, os Espíritos Benfeitores não participam de atividades frívolas nem de ambientes incompatíveis com a prática da verdadeira caridade.
Luiz Sérgio, espírito autor de mais de 30 livros também nos adverte, enfatizando sobre a roupa. Cada estação pede um traje; em cada local nos vestimos diferente. As casas espíritas são hospitais de almas. Devemos chegar a elas com trajes discretos e que não façam desviar a atenção dos frequentadores para a nossa pessoa. Uma roupa sensual pode causar transtornos em algum espírito menos evoluído.
Se não vamos a uma cerimônia com roupa de banho, por que nos zangamos com a diretoria de uma Casa Espírita quando nos pede roupas decentes? As bermudas, como as minissaias não são trajes para quem deseja orar. Os piores obsessores são os encarnados. Eles é que muitas vezes atormentam os Espíritos que buscam guarida no mundo espiritual.
Há quem diga que devemos respeitar o livre arbítrio das pessoas. Respeitar o livre-arbítrio não é cooperar com a indisciplina. Casa sem disciplina é pasto de obsessores e a conduta dos seus frequentadores coopera muito para a boa assistência ou para o desequilíbrio. Não vamos agir como cegos condutores de cegos.
Jornal O Clarim – fevereiro 2017